Minhas experiências pessoais no CICD

Minhas experiências pessoais no CICD

Minhas experiências pessoais no CICD

Por Akos Koncs, Hungria / Equipe de ativistas da pobreza fevereiro de 2024

Quando criança, eu era um entusiasta da África. Li muitas histórias de caçadores-escritores do século XIX, achei muito romântico.
Mais tarde, meu interesse se voltou da beleza natural africana para a sociedade africana, e foi isso que me levou a estudar antropologia cultural na universidade. Mas ter o meu diploma nas mãos senti uma desilusão, porque no meu país não há programas para África.
A Hungria nunca teve colónias em lado nenhum, talvez por isso não tivémos muitos programas de ajuda a este continente. As pouquíssimas ONGs que tínhamos, tinham dois grandes problemas: lutavam com a falta de recursos financeiros e não tinham um programa educacional próprio pensado para o país onde suas missões funcionavam.
Então, comecei a olhar ao redor na Europa – foi assim que encontrei o CICD.
Escolhi o programa Poverty Activist de 12 meses, onde estudamos 5 meses na faculdade em Eastern Yorkshire, Reino Unido, e depois vamos para a África por 6 meses para o período do projeto. No final, vamos durante um mês para “trazer ao público” para diferentes cidades europeias, onde fazemos apresentações sobre as nossas experiências.

A bolsa Gaia tornou isso possível

Mas era outro problema: a propina… Felizmente o CICD tem um programa de bolsas brilhante, o que significa que podemos angariar uma bolsa para cobrir os custos, juntando-nos à equipa Gaia e apoiando a escola durante até 6 meses antes do programa de 12 meses. Esta foi uma solução brilhante para mim.
Então aqui no CICD eu comecei meu programa, e durante os últimos 4 meses e meio eu aprendi muito. Mas se você me perguntar: “Isso foi suficiente?” – eu devo dizer “não”.
Agora – apenas 3 semanas antes de partir para o Malawi por 6 meses – depois de 5 anos na universidade como antropólogo, visitando 11 vezes a África como turista – ainda não sinto que sou supereducado sobre a África.
Mas o mais importante que aprendemos aqui na faculdade não foi o conhecimento teórico sobre os países exatos – esse conhecimento que podemos obter de outras fontes.

Qual é a chave para a aprendizagem?

Foi a abordagem para obter o conhecimento.

Investigar as fontes dos problemas sociais, reconhecer as raízes da desigualdade – isso dá esperança de encontrar o caminho para resolvê-la.
Claro que este programa não é para todos. Alguns chegaram aqui com grandes expectativas – e deixaram o programa depois de alguns meses. Viver longe da família e estar longe do seu “velho modo de vida” não é tão fácil quanto parece.
Mas ninguém prometeu que será fácil.
Muitos dizem “você vai tirar do programa o quanto quiser tirar dele” – absolutamente verdade.
Aqui no CICD representamos 15 países (Brasil, Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Colômbia etc.) Isso oferece uma enorme oportunidade de aprender uns com os outros (cultura, língua, culinária).
Mas, na minha experiência, todos vão para casa com mais experiências do que quando chegaram.

Como proteger os mais pobres das mudanças climáticas?

Como proteger os mais pobres das mudanças climáticas?

Por Kelvin Rodrigues, Equipe de Voluntários de Desenvolvimento Outubro 2023

Como proteger os mais pobres das mudanças climáticas?

Minhas considerações ao trabalhar com o projeto Juventude em Ação na Zâmbia e estudar o Relatório do PNUD 2021 sobre a situação global da pobreza.

As alterações climáticas são inevitáveis, pois o clima na Terra já não é o mesmo e tem dado indicações de que é apenas o começo e que o futuro será extremo no que diz respeito à variação de temperaturas, chuvas e secas extremas.
A terra está doente, os sintomas estão por toda parte. Os responsáveis por medidas incisivas para reduzir a extração de recursos naturais e a emissão de resíduos no solo, na atmosfera e nos oceanos, não parecem ter a mesma seriedade ao discutir meios alternativos e sustentáveis.
Acompanhamos em outra COP como os líderes mundiais se reuniram para tratar das Mudanças Climáticas. Mas os vimos sair depois da semana principal, que visava defender o futuro do planeta como vemos hoje, da mesma forma que entraram.

Os produtores de petróleo continuam produzindo…. enquanto a Terra está aquecendo

A ideia de levar a COP para o Oriente Médio – com o pensamento de conscientizar os principais produtores de combustíveis fósseis do mundo de que precisamos reduzir a dependência desse modelo energético, flexibilizá-lo e criar alternativas para energia sustentável, diversificando a matriz energética e reduzindo a dependência do petróleo, gás natural e carvão – não tiveram efeito.
A Arábia Saudita, país-sede da COP 28 junto com o Irã, são grandes produtores de petróleo no mundo e seguem firmes na defesa do consumo de combustíveis fósseis.
O Brasil, que possui a maior floresta tropical do planeta, apontada como o pulmão do mundo por muitos cientistas e ativistas ambientais, discute em suas principais agendas políticas a exploração de petróleo na foz do Amazonas.
E o mais recente de tudo, partindo de um país que foi exemplo em diretrizes sustentáveis e investidor em programas de proteção ambiental, temos a Noruega, que no dia 24 de janeiro declarou a polêmica decisão de permitir a exploração de minerais no fundo do mar, abrindo assim a discussão desse tema por outros países.

Produção de combustíveis fósseis cria instabilidade política

Outro ponto importante é que, à medida que mais reservas de recursos naturais são descobertas, instabilidades políticas são criadas. Como exemplo temos a descoberta na Guiana de outra reserva de petróleo que causou um despertar em sua vizinha, a Venezuela, e reacendeu uma discussão de décadas passadas sobre a anexação de parte do país, o território de Essequibo.
Que a geopolítica está fervendo não é novidade para ninguém. Os países precisam de energia para se desenvolverem e se protegerem de possíveis guerras que não têm inimigos claros. E a maneira mais eficaz de obter energia ainda é através da exploração extrema do planeta.
O grande problema é que não conseguimos mais manter os níveis de extração e o modelo de consumo descontrolado. Os recursos naturais como água, solo e ar estão cada vez mais poluídos, improdutivos e escassos.
E mesmo com tanto desenvolvimento, tantos avanços, dados positivos do PIB e projeções de crescimento, ainda temos 1,3 bilhão de seres humanos que vivem na pobreza e não têm meios adequados para manter suas vidas. Vivem sem saneamento básico, energia elétrica, água encanada e segurança alimentar.
O relatório também aponta que 600 milhões de pessoas caminham pelo menos 30 minutos para obter água potável.

Da perspectiva dos pobres

Recentemente, me deparei com uma cena, que despertou uma certa inquietação. Recebi o desafio de explicar para pessoas que não têm acesso a energia elétrica, água, gás de cozinha encanado, coleta de lixo ou saneamento básico e vivem com menos de R$ 1 por dia, sobre os impactos das mudanças climáticas. Então me veio uma pergunta, enquanto eu considerava a situação dessas pessoas que nunca desfrutaram de um desenvolvimento mundial tão concentrado, que também querem as vantagens de ter um país desenvolvido, que vivem em extrema pobreza por causa de ações de poucos – enquanto o planeta está esquentando:
Como explicar aos mais pobres, que o calor será mais forte do que já é, que as chuvas chegarão de surpresas e que dependendo da intensidade colocarão as cidades debaixo d’água, que os períodos de seca serão frequentes e que precisarão andar cada vez mais tempo para conseguir água, que terão que pagar mais por seus alimentos básicos, porque a produção de alimentos em escala mundial será afetada, encarecendo os produtos.

No começo fiquei sem respostas, pois essas perguntas me causavam angústia.
Na análise fria dos dados, não havia esperança.
Foi então que outra pergunta, mais poderosa que as outras, veio à mente:

COMO PROTEGER OS MAIS POBRES DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS?

Nós – líderes, ativistas e sociedade civil – devemos lutar ao lado dos esquecidos e excluídos, em busca de soluções que mitiguem os impactos causados pelas mudanças climáticas.
Uma tarefa um tanto difícil, pois muitas pessoas têm dúvidas sobre isso e até brigam sobre isso.
Quando pesquisei sobre o assunto, só observei ações que proporcionam ideia e investimentos de longo prazo. No entanto, os responsáveis por esses investimentos são pouco dedicados em respostas a esse tema.
– Como vamos esperar esses investimentos que não são suficientes.
– O que fazemos até lá?
Bilhões de pessoas estão em risco iminente e não podem esperar…

Conscientização e educação:
O primeiro passo é a conscientização. Precisamos informar as pessoas sobre o que está acontecendo, de forma clara, prática e eficiente. Para informar de forma simples, sem palavras ou textos complexos que impossibilitem a compreensão, precisamos explicar, por exemplo, o impacto do descarte inadequado de resíduos e o quão prejudicial ele é ao meio ambiente.

Reaproveitamento de residuos:
Explore ideias de reaproveitamento de resíduos que podem ser coletados e transformados em soluções para a comunidade, como vassouras de garrafa pet e sacolas ecológicas. Criar e fortalecer cooperativas que coletam e descartam corretamente os resíduos, estudam formas de viabilizar iniciativas de resíduos que contribuam para a geração de renda.

Produção local de alimentos:
Fortalecer a agricultura local, fornecendo recursos e incentivos para que os moradores locais produzam seus próprios alimentos, nutritivos e livres de agrotóxicos e que vendam
o excedente para outras localidades ou para o governo usar na produção de lanches para escolas a um preço competitivo.
Garantir que a escola forneça aos alunos os recursos necessários para o desenvolvimento decente e que ofereça todas as refeições de forma saudável.

Pontos de serviço e resposta a emergências:
Configure pontos de serviço dentro das comunidades para obter informações e suporte que possam medir e mitigar os riscos locais, apoiar as famílias e garantir que elas possam ter tempo de resposta para se proteger quando eventos extremos forem detectados.

Criar canais de comunicação para aumentar a cobertura de informações. As pessoas precisam saber o que está acontecendo. E as mídias comuns, como TVs e rádios, não chegam a todos.

Para apoiar as pessoas em situação de pobreza precisamos de ideias simples e pessoas engajadas e comprometidas, pensando nos problemas reais com criatividade e compromisso de colaborar para um mundo menos desigual e faminto.

Nada pode ser criado e desenvolvido quando as necessidades básicas para a manutenção da vida não são atendidas, e a fome, a sede e as doenças ainda são assassinas silenciosas.

Voluntariado na África ou Índia: programa de 12 meses

Voluntariado na África ou Índia: programa de 12 meses

Faça a diferença no seu Gap Year!

O programa Poverty Activist (Ativista contra a Pobreza) consiste em 12 meses:

• 5 meses: Treinamento no CICD na Inglaterra
• 6 meses: Voluntariado em um país africano ou na Índia
• 1 mês : Período de conclusão no CICD na Inglaterra

Primeiro Periodo:

5 meses de treinamento no CICD na Inglaterra

A primeira parte do curso acontece aqui no CICD.
Aqui você se juntará a uma equipe com estudantes vindos de diferentes paises, treinando para serem Instrutores de Desenvolvimento. Os preparativos são teóricos e práticos. Os estudos incluirão áreas como assuntos globais, ciência política e desenvolvimento econômico.
Diferentes formas de aprendizagem incluem também viagens de carona ou bicicleta para investigações fora da escola de 5 dias e ações comunitárias. Haverá estudos em grupo e oficinas de trabalho, bem como estudos individuais, leituras, palestras e treinamento de habilidades de liderança.

Learning how to cook traditional Malawian food
Learning how to cook traditional Malawian food
On the way to one of the pre schools
On the way to one of the pre schools

Durante o treinamento, você também praticará muitas formas de expressão – como escrever relatórios, fazer cartazes digitais e desenhados à mão e escrever poesias, ensaios e discursos.
Ao longo deste programa, serão encorajados a debater e a formular as suas próprias conclusões.

Todos os itens acima serão usados para o período de treinamento e serviço, e também podem ser úteis se você estiver pensando em uma futura carreira no setor sem fins lucrativos.

Segundo Período:
6 meses de voluntariado em um país africano ou na Índia

Após os três meses de treinamento, uma vez que você esteja equipado com todo o conhecimento necessário, você embarcará na próxima etapa da jornada. Você será colocado em um projeto em um país na África Austral ou na Índia. Por causa da pandemia de Covid 19, não é possível conhecer o país de destino até o início do programa – então você precisa estar pronto para ir onde for necessário e seguro!

Os projetos nos respectivos países se concentram principalmente em agricultura, educação e saúde. Aqui você se juntará a uma série de atividades, como trabalhar com agricultores locais para aumentar a produção de alimentos, iniciar projetos sustentáveis e geradores de renda, treinar professores e apoiar pré-escolas em andamento ou iniciar novas.

Organic food production for the future
Organic food production for the future
Garden team at CICD in fighting mode!
Garden team at CICD in fighting mode!

Os projetos trabalham com crianças, pais, agricultores, professores, líderes locais, governo nacional e parceiros internacionais para combater as causas profundas da pobreza e, junto com eles, construir comunidades sustentáveis e prósperas.

Terceiro Período:
Conclusão e Chamada para Ação na Europa

Em seguida, você retornará ao CICD para assimilar e compartilhar suas experiências e divulgar os resultados alcançados por você e sua equipe. Esta etapa final do ciclo permite que você compartilhe suas descobertas e avalie o impacto do trabalho que sua equipe fez em campo.

Isso é muito útil para a nossa melhoria contínua do programa, e ajuda você a aprofundar sua compreensão de todos os novos conhecimentos e experiências.
Junto com a equipe, você também usará esse período para criar materiais como uma newsletter, uma transmissão de rádio, artigos para jornais ou blogs, um podcast, um vídeo, um projeto multimídia ou outros produtos, a fim de levar ao público o conhecimento e a compreensão que você adquiriu.

Togetherness is the way forward
Togetherness is the way forward
Tailoring workshop in the village
Tailoring workshop in the village

Os Projetos de Desenvolvimento

Combinamos o nosso ambiente de aprendizagem único com 6 meses de experiência de campo em comunidades em desenvolvimento em países como Malawi, Moçambique, Zâmbia ou Índia.
O CICD, bem como as nossas escolas irmãs, fazem parceria com as organizações membros da Humana People to People. A Federação de Humana People to People foi criada em 1996 e é uma rede de 31 organizações engajadas no desenvolvimento internacional na Europa, África, Ásia e Américas.

Eles executam mais de 400 projetos e alcançam cerca de 14 milhões de pessoas diariamente.
A abordagem da Humana para o desenvolvimento é centrada na mobilização da comunidade. A Humana desenvolveu e experimentou uma metodologia que equipa as comunidades com materiais, conhecimento e infraestrutura para sair da pobreza.
Como Instrutor de Desenvolvimento do nosso programa de 12 meses, você será voluntário em um dos projetos da Humana People to People por 6 meses. Até o momento, os participantes trabalharam em conjunto com milhares de pessoas para aprender novas habilidades para cultivar, construir casas, alimentar suas famílias, melhorar a saúde e nutrição e educar seus filhos.

Próxima data de início: 1. Agosto 2024 e 1. fevereiro de 2025

Certificações
1. Certificação de Trabalho de Campo da Humana People to People
2. Certificação de Instrutor de Desenvolvimento pela College for International Co-operation and Development

 

Programa de Bolsas Gaia

Programa de Bolsas Gaia

Aumente uma bolsa de estudos para as taxas do seu curso!

O Programa de Bolsas Gaia é uma combinação de estudos teóricos e tarefas práticas.
Junto com a equipe, você levanta sua bolsa apoiando a escola nessas áreas:

* Projeto de reciclagem de roupas e calçados
* Jardim fazenda e parque
* Manutenção de nossos prédios
* Marketing e matrícula de novos alunos

Dependendo da disponibilidade, você pode se juntar à equipe Gaia de 2 1/2 – 6 meses. Dessa forma, você pode levantar uma bolsa de estudos para as taxas completas do curso ou parte delas.
O nome do nosso programa Gaia vem da mitologia grega. Gaia é o nome da Mãe Terra e foi usado pelo químico inglês James Lovelock para descrever sua teoria de que a Terra está viva. Usamos a teoria de Gaia como base para agir. O programa do curso Gaia é uma combinação de ações práticas, estudos, investigações e apresentações. A Equipa Gaia desempenhou um papel essencial na construção da nossa quinta de horta biológica.

Learning useful skills in Childrens Town
Learning useful skills in Childrens Town
Providing food for the school
Providing food for the school

Os rendimentos das actividades da equipa Gaia são utilizados para cobrir os custos de funcionamento do programa Gaia e para bolsas de estudo para estudantes que não podem pagar as propinas do curso. A maioria dos participantes da equipe Gaia se qualifica para uma bolsa de estudos e continua em um de nossos programas de voluntariado.
A Equipa Gaia funciona como uma equipa, embora os alunos possam começar em horários diferentes e possam ser inscritos para equipas diferentes após o período Gaia. O programa Gaia está em curso e as datas de início são flexíveis, de acordo com a disponibilidade.

Estudos, oficinas de trabalho e apresentações!
A cada semana a equipe de Gaia tem 1,5 dia de estudo. Há um fim de semana de estudo por mês. O programa Gaia foi concebido para lhe dar uma compreensão das razões da pobreza e da crise climática, e para lhe dar ferramentas e habilidades para que você possa tomar sua própria posição e ser ativo na luta pela mudança para melhor.

O programa Gaia é intensivo, orientado para os resultados e prático. Esteja preparado para estar muito ocupado!
* Algumas das áreas de estudo são:
* A Ciência dos Sistemas Terrestres e a Teoria de Gaia
* Mudanças Climáticas
* Reduzindo o impacto das mudanças climáticas
* Justiça Ambiental

O programa Gaia é orientado para projetos – fazemos algo sobre as coisas que discutimos e aprendemos. Alguns projetos estão em andamento e são decididos pelo CICD. A equipa Gaia ajuda a operar a recolha de roupa e calçado, através da manutenção e reparação das nossas caixas, bem como da procura de novos locais para “alojar” mais caixas de recolha. Eles também têm a oportunidade de ajudar em nosso escritório de promoção e matrícula para recrutar os alunos para as próximas equipes e sair para reuniões e apresentações em escolas ou outros lugares. Também pode haver oportunidades para ajudar com outras partes das atividades do CICD-s, como jardinagem e manutenção.
Além disso, muitos projectos mais pequenos entraram no programa da equipa Gaia – exercícios práticos em, por exemplo, construção de fogões a lenha, compostagem, manutenção e desenvolvimento do parque no Winestead Hall.

Voluntário no Caribe – Programa de 7 meses Ativista pelo Clima

Voluntário no Caribe – Programa de 7 meses Ativista pelo Clima

– Saiba mais sobre as causas da crise climática e o que pode ser feito para mitigá-la
– Estude e trabalhe em conjunto com pessoas com ideias semelhantes de todo o mundo
– Agir e ser voluntário por um mundo melhor

Então este programa é para você!

Os períodos do programa Climate Activist:

• 3 meses no CICD. Estudos, investigações e treinamento prático para se preparar para os próximos 3 meses
• 3 meses de voluntariado com a Richmond Vale Academy e comunidades em São Vicente e Granadinas.
• 1 mês de volta ao CICD para concluir e compartilhar suas experiências.

Primeiro período: Ativista do Clima em Formação

3 meses no CICD. Estudos e treinamentos práticos, além de planejar e preparar o período de voluntariado de 3 meses.
Durante o treinamento, nos concentramos em lidar com a questão das mudanças climáticas.
O que é? Que consequências tem em diferentes partes do mundo? Por que isso está acontecendo? Por que não são feitos planos sérios por aqueles que estão no poder para reduzir as emissões e evitar ultrapassar os 2 graus críticos do aquecimento global?
Além dos estudos teóricos, colocamos muito foco em investigar o que realmente está sendo feito. Faremos viagens de campo para conhecer outros ativistas e organizações climáticas no Reino Unido, trabalharemos na fazenda de jardim do CICD e realizaremos outras ações no desenvolvimento do nosso Centro do Clima.
Também nos prepararemos para o período de voluntariado de 3 meses na Richmond Vale Academy (RVA) em São Vicente.
Durante este período, você também fará parte da administração da escola junto com todos os outros alunos e funcionários, e fará parte do governo da escola através de nossas Reuniões Comuns.

Segundo período: Voluntário em São Vicente e Granadinas

Este período de 3 meses será passado trabalhando em estreita colaboração com a Richmond Vale Academy (RVA) e as comunidades locais em torno de projetos ambientais na ilha de São Vicente.
As tarefas concretas dependerão da época do ano e das necessidades específicas da época. Juntamente com sua equipe, você fará parte do desenvolvimento da fazenda de permacultura na RVA e das atividades agrícolas nas comunidades locais, como Home Gardens, para apoiar a segurança alimentar da população. Esteja pronto para ajudar com o que for mais necessário!

Terceiro período: Apelo à ação pelo nosso clima

Você retorna ao CICD com a cabeça e o coração cheios do que conquistou junto com os alunos e funcionários da RVA e das comunidades locais da ilha.
Agora é hora de concluir sobre o que você aprendeu e conquistou, passar suas experiências para a próxima equipe e compartilhar suas experiências e resultados em toda parte: um chamado à ação para um futuro sustentável!
Você está bem preparado com muitas fotos, filmes, entrevistas, estatísticas, músicas etc.

Datas de início e taxas do curso

A próxima data de início é 1º de outubro de 2024!
O valor do curso é de £ 3.140, incluindo todos os custos do programa, alimentação e hospedagem. A taxa de inscrição é de £ 500.
NB! Vagas limitadas disponíveis na equipe de bolsas Gaia – entre em contato conosco para saber mais!

Por que nosso mundo está desequilibrado, parte 1.

Iasmin, estudante brasileira do CICDIasmin

Sobre o curso “Guerras e Poluição”
As consequências das Forças Armadas em nosso meio ambiente são significativas. Como o imenso complexo militar, que usa grande parte dos orçamentos governamentais e consome enormes quantidades de petróleo e outros recursos, não é obrigado também a assumir a responsabilidade de combater a crise climática? Estudar e aprender mais sobre esse tema é uma parte importante para compreensão das razões que causaram a crise climática que estamos vivendo hoje e do desequilíbrio do nosso mundo…

Meus comentários sobre o curso “Guerras e Poluição”
Por Iasmin Maionchi do Brasil, Voluntária de Desenvolvimento do Programa de 10 meses – Fevereiro 2020

Hoje estudamos a relação entre Militarismo e as Mudanças Climáticas. Aprendemos sobre o tamanho da Indústria Militar e as consequências que cria no mundo, especialmente quando pensamos em Aquecimento Global.

Alguns fatos que me chamaram a atenção:

  • Os EUA têm o maior orçamento militar do mundo, US $ 693 bilhões, o que equivale a 20% de todo o orçamento federal do país
  • As Forças Armadas dos EUA estão entre os três maiores poluidores das hidrovias do país
  • Entre 2010 e 2014, 28,7 milhões de kg de substâncias tóxicas foram liberadas nas águas dos EUA
  • Durante a guerra do Vietnã, 3.640 km2 foram pulverizados com herbicidas e desfolhantes perigosos, incluindo o agente laranja (liberado pelos estado-unidenses nos anos 70 durante a guerra do Vietnã, para destruir as florestas onde a guerrilha estava escondida). A Cruz Vermelha (Red Cross) do Vietnã estima que o Agente Laranja afetou 3 milhões de vietnamitas, incluindo pelo menos 150.000 crianças e que ainda hoje os bebês vietnamitas nascem com má formação devido ao uso do herbicida
  • USDOD (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) possui 4.127 instalações espalhadas por 19 milhões de acres de solo americano. Maureen Sullivan, que dirige os programas ambientais do Pentágono, diz que seu escritório possui 39.000 locais contaminados
  • No Iraque, 10 milhões de galões (45.460.900 litros) de petróleo foram liberados no Golfo Pérsico

Emissões Militares não incluídas
Discutimos como as Forças Armadas não estão sendo consideradas na pauta sobre o Aquecimento Global, apesar de ser uma atividade extremamente poluidora. Isso acontece porque, antes do Acordo de Paris em 2015, os países não eram obrigados a considerar o Exército ao reportar as emissões de CO2. Após o Acordo, os chefes de estado se comprometeram a incluir as emissões causadas pelo militarismo, mas mesmo assim é extremamente difícil encontrar informações sobre isso, como vimos quando nenhum dos alunos conseguiu encontrar sobre os próprios países (Brasil, Argentina, Espanha, Hungria e Lituânia).

Procurando informações – mas sem resultados – sobre as emissões do Exército…
Após este curso, cada um de nós teve a tarefa de pesquisar sobre o tamanho do exército de nossos países e impacto ambiental. Do Brasil, descobri que:

  • Em 2019, o Governo Brasileiro gastou R$ 75 bilhões (aproximadamente US$ 22 bilhões) em Defesa Nacional
  • Este valor representa 6% das despesas do governo (sem considerar a dívida nacional) e 1,6% do PIB do país
  • Deste orçamento, mais de 70% é para cobrir despesas com folha de pagamento
  • Embora o Brasil seja o 12º país que mais investe em sua Defesa Nacional, não temos uma estratégia de guerra ou arsenal militar muito forte
  • O presidente Jair Bolsonaro permitiu a primeira base militar norte-americana no Brasil no último ano
  • Todos os homens devem apresentar-se ao Exército aos 18 anos de idade, mas geralmente não são chamados a participar
  • Não consegui encontrar informações sobre o impacto climático gerado pelo Exército Brasileiro.

Meus amigos de Portugal, Espanha, Argentina, Hungria e Lituânia também não conseguiram encontrar informações sobre os impactos climático gerados pelo Exército em seus países.

Minha conclusão
Depois deste curso, pude perceber como não tinha compreensão dos verdadeiros impactos que esta indústria causa no mundo, principalmente o Exército norte-americano, e a importância de considerá-la quando falamos sobre aquecimento global e mudança climática. No fim, todos os temas estão conectados no combate à injustiça, opressão e desigualdade.
Para mim, foi extremamente importante este curso, porque entendo que a prevenção de guerras e a redução da poluição são dois dos principais problemas que encaramos nos dias de hoje e simplesmente não temos informações suficientes sobre os temas. Posso dizer que com certeza aprendi muito.

 

Pensamentos sobre o Jardim

Olá!Thomas 900600
Meu nome é Tomas Cunha, tenho 25 anos e sou de Portugal. Atualmente sou responsável pelo jardim do CICD.

Conte um pouco sobre você e por que decidiu fazer parte do CICD.
Cheguei a este colégio há quase 9 meses, logo depois de terminar meu mestrado em Biologia Evolutiva em Lisboa. Após vários anos de estudos, eu sabia que queria experimentar algo diferente da minha realidade até então. Alguma coisa que me afastastasse um pouco do curso de ações que eu estava tomando. Eu precisava aprender mais sobre o mundo e também sobre mim mesmo e sobre o que eu quero. Eu vivi uma vida bastante privilegiada e, por isso, tentei conciliar esta fase de busca por autoconhecimento com a posibilidade de colocar minhas energias em algo que não é apenas sobre mim. Assim, entrei para a Equipe de Ativismo Climático 2020 do CICD, com o objetivo de viver em comunidade, trabalhar em mim mesmo e ajudar os outros a fazerem o mesmo e, finalmente, ir para a Índia.

 

Explique sua situação agora, depois de terminar sua bolsa de estudos Gaia.
Consegui arrecadar todo o dinheiro que precisava para o meu projeto trabalhando no programa de bolsas de estudos Gaia e minha equipe estava pronta para partir, mas, no final, tivemos que esperar. Devido à pandemia que está sendo sentida pelo mundo inteiro, os planos de ir para a Índia em junho tiveram que ser adiados. Eu tive que enfrentar a inevitável incerteza que tantos estão passando por esses tempos. A previsão agora é que meu período de estudos comece em novembro e que eu vá para a Índia em janeiro de 2021. Mas o que fazer nesse meio tempo?

Por que você disse “sim” à sugestão de cuidar do jardim durante o verão?
Fui convidado a permanecer no CICD como o novo responsável do jardim até o início do meu programa. Assumir essa responsabilidade foi uma motivação para mim: tive a honra de herdar o jardim deixado em um ótimo estado pelo responsável anterior, Vasile; tive a oportunidade de aprender um novo conjunto de habilidades, pois nunca havia trabalhado com agricultura antes; e, especialmente, eu pude aproveitar o tempo até que meu programa se inicie em algo produtivo, literal e figuramente falando. Literalmente por produzir alimentos orgânicos para a escola e figurativamente por ser uma nova experiencia para mim e, portanto, uma chance de crescer e aprender algo que considero muito útil para o meu futuro.

Conte como você se preparou para assumir esse desafio.
Tive a oportunidade de passar um tempo com o Vasile e aprender muito com ele (você pode fazer um pouco do mesmo aqui – https://cicd-volunteerinafrica.org/blog/why-gardening-because-in-exchange-of-your-work-you-get-food).
Sou muito grato por isso, já que ele é muito perspicaz, com muito conhecimento prático sobre agricultura orgânica e também uma pessoa que eu respeito. Concentrei-me em entender o que precisaria de mais atenção, como gerenciar as tarefas em andamento e organizar meu tempo e prioridades. Além, claro, de aprendizados mais técnicos sobre plantas específicas, solo, rega e cuidados com os animais.

O que tem sido divertido e interessante, e o que tem sido difícil?
Esse tipo de trabalho é muito gratificante para mim pessoalmente. Sinto que posso conciliar trabalho duro com criatividade quando estou cuidando do jardim com minhas próprias mãos, deixando minha mente em um estado de plenitude. Além disso, acredito que assumir responsabilidades tem um grande papel em se sentir realizado e esse jardim é uma responsabilidade muito saudável de aceitar. E, finalmente, acabo todos os dias sentindo que aprendi alguma coisa nova. Mais uma vez … gratificante.
A parte mais difícil está sendo encontrar tempo para fazer tudo o que me propus a fazer. Sou perfeccionista, para o bem e para o mal, e quando há muito trabalho, luto para fazer tudo como imaginava.

 

Qual será o maior desafio para você no jardim?
Será o meu maior desafio para para este verão. Gerenciar o tempo que tenho e continuar sendo produtivo. Equilibrar o que eu quero fazer com o que eu posso gerenciar, sem deixar de ser eficaz.

 

Dê alguns exemplos do que você aprendeu até agora.
Como eu disse, agricultura é algo que nunca fiz antes, então todo meu trabalho no jardim é um novo aprendizado. Eu acho que há uma certa beleza nisso. Tudo o que faço é aprender constantemente e dependo de tudo que aprendo para manter o jardim vivo e funcionando.

 

… e algum exemplo de algo realmente interessante!
Algo realmente interessante foi experenciar todo o processo, da semente ao meu prato. Achei muito gratificante plantar alguns vegetais, regá-los, vê-los crescer, garantir que estavam saudáveis, colher no momento certo, cozinhar da maneira escolhida (usando também as ervas frescas do jardim!) e finalmente comê-los compartilhando com os demais.
“Fazer” sua própria comida é algo profundamente recompensador e algo que as pessoas se desconectaram nos tempos modernos. Os tempos atuais mostraram que essa desconexão pode ser muito prejudicial. Tanto diretamente, pois as pessoas enfrentaram a possibilidade de ficar sem comida nas áreas urbanas; e indiretamente, como esse modo de vida contemporâneo acaba sendo muito prejudicial para nossa saúde e do planeta. Esse efeito indireto se torna cada vez mais claro crise após crise.

Se você se encontra em um lugar onde vê todos esses padrões errados em torno de seu modo de vida; onde você se sente infeliz ou mesmo deprimido pelo desequilíbrio das prioridades nas sociedades modernas; onde você entende os vícios que estão levando a mudanças climáticas catastróficas; onde você sente que deseja fazer algo a respeito … então uma horta orgânica torna-se algo a ser almejado. Uma pequena parte de uma grande solução.
E esse pensamento é uma boa maneira de concluir minha explicação sobre o que significa para mim trabalhar neste jardim.

 

 

Voluntariado em África ou na Índia: Programa de 10 meses

10months top

Estrutura do Programa

  • 3 meses: Treino no CICD, em Inglaterra
  • 6 meses: período de serviço em África ou na India
  • 1 mês: período de conclusão no CICD, em Inglaterra

Certificações

  • Certificado de trabalho de campo da Humana People to People
  • Certificado de Instrutor de Desenvolvimento do College for International Co-operation and Development

Data de início 2021

  • Outubro

Primeiro período: 3 meses de treino no CICD, em Inglaterra

A primeira parte do curso é baseada aqui no CICD (ou pode ser baseada em uma de nossas escolas parceiras na Dinamarca ou na Noruega).
Aqui vai se juntar a uma equipa de outras pessoas jovens ou mais maduras de todo o mundo, todos em treino para ser Instrutores de Desenvolvimento. As preparações são teóricas e práticas. Os estudos incluirão áreas como assuntos globais, ciência política e desenvolvimento economico.
Diferentes formas de aprendizagem incluem também investigações fora da escola que incorporam uma viagem de bicicleta ou apanhando boleias de 5 dias e tambem ações comunitárias. Haverá estudos de grupo e workshops, bem como os estudos individuais, leituras, palestras e treino de um número de diferentes habilidades práticas e habilidades de liderança.
Durante o treino, também praticará várias formas de expressão – como a redação de relatórios, a produção de posteres digitais e desenhados à mão, além de escrever poesias, ensaios e discursos.
Durante todo o caminho através deste programa, vai ser encorajado a debater e formular as suas próprias conclusões. Todos os itens acima serão usados no período de treino e serviço, e também podem ser úteis se estiver a pensar numa futura carreira no sector sem fins lucrativos.

Segundo período: 6 meses de serviço em África ou na India

Após os três meses de treino, uma vez que esteja equipado com todo o conhecimento necessário, embarcará na próxima etapa da jornada. Será colocado num projeto num país no Sul de África ou na India. Os projetos nos respectivos países concentrar-se-ão em agricultura, educação e saúde. Aqui vai participar numa série de atividades, como trabalhar com agricultores locais para aumentar a produção de alimentos, iniciar projetos sustentáveis , treinar professors, apoiar pré-escolas ou iniciar novos projectos.
Os projetos trabalham com crianças, pais, agricultores, professores, líderes locais, governos nacionais e parceiros internacionais para combater as causas profundas da pobreza e, juntos, construir comunidades sustentáveis e prósperas.e formular as suas próprias conclusões. Todos os itens acima serão usados no período de treino e serviço, e também podem ser úteis se estiver a pensar numa futura carreira no sector sem fins lucrativos.

Terceiro período: Conclusão e apelo à ação na Europa

Retornará ao CICD para digerir e compartilhar as suas experiências e divulgar o que com a sua equipa alcançaram. Este ultimo passo do ciclo permite que compartilhe as suas descobertas e avalie o impacto do trabalho que sua equipa realizou no campo. Isso é muito útil para a melhoria contínua do programa e ajuda a aprofundar a sua compreensão de todos os novos conhecimentos e experiências.
Juntamente com a equipa, também usará esse período para criar materiais como um boletim informativo, uma transmissão de rádio, artigos para jornais ou blogs, um podcast, um vídeo, um projeto multimídia ou outros produtos para trazer ao público o conhecimento e a compreensão que adquiriu. Um pedido de ação para que mais pessoas se juntem a nós.

Os projetos de desenvolvimento

Combinamos o nosso ambiente único de aprendizagem com 6 meses de experiência de campo no desenvolvimento de comunidades no pais de destino.
O CICD, assim como as nossas escolas irmãs, são parceiras da organização Humana People to People. A Federação Humana People to People foi estabelecida em 1996 e é uma rede de 31 organizações envolvidas no desenvolvimento internacional na Europa, África, Ásia e Américas. Eles executam mais de 400 projetos e alcançam cerca de 14 milhões de pessoas diariamente.
A abordagem da Humana People to People ao desenvolvimento está centrada na mobilização da comunidade. A Humana desenvolveu e experimentou uma metodologia que equipa as comunidades com materiais, conhecimento e infraestrutura para sair da pobreza.
Como instrutor de desenvolvimento do nosso programa de 10 meses, participará num dos projetos da Humana People to People por 6 meses. Até ao momento, os participantes trabalharam em conjunto com milhares de pessoas para aprender novas habilidades para cultivar, construir casas, alimentar suas famílias, melhorar a saúde e a nutrição e educar os seus filhos.
Siga este link para ler mais sobre o que pode fazer como instrutor de desenvolvimento nos projetos:

https://www.cicd-volunteerinafrica.org/programmes-cicd/about-the-projects-in-africa-and-india

O CICD tornou-se a minha nova casa

Pensa numa fabrica de fazer peças para automóveis. Todos os dias faz as mesmas peças iguais, durante todas as 52 semanas do ano, durante anos e anos. A vida dita normal, é igual…..Todos os dias nos levantamos á mesma hora, fazer as mesmas coisas, 365 dias, por anos e anos….. A TUA VIDA É UMA FABRICA, imposto pelo sistema que te rodeia.
Tive a sorte de no ano de 2012 ter conseguido acordar desse sistema e fazer algo que realmente importe, DEIXAR A MINHA MARCA NA VIDA DE ALGUEM.
O meu nome é Carla Sofia Domingues, Portuguesa, eng. Civil de 40 anos de idade e esta é uma pequena parte da minha vida.
Na minha pesquisa de fazer a mudança, encontrei o CICD, e tive a sorte de conseguir ir a duas info-meetings em Portugal. Logo na primeira, eu tive a certeza que tinha encontrado o meu caminho, só de ouvir o conceito e as experiencias apresentadas. A grande mudança aconteceu em Novembro de 2012 quando cheguei a UK,sem quase não falar nada de inglês, e encontrar um lugar fantástico, com pessoas de mais de 10 nacionalidades, onde cada dia era um novo desafio.
O CICD tornou-se a minha nova casa, onde todos ajudam no dia a dia, desde limpar wc a dar de comer ás galinhas, cortar relva, restaurar os edifícios, acordar ás 5 a.m para fazer o pequeno almoço ou fazer o pão á noite, etc, etc…. trabalho em comunidade. Se é fácil, NÃO É, se valE a pena, SIM, TODOS OS DIAS.
Apesar de eu ser licenciada, aqui aprendi coisas que nunca tinha ouvido falar ou pensado fazer, como “Tippy-Tap”, fogão poupa-lenha ou fogão solar…. Essenciais para quem mais necessita.


Tive o privilégio de ter á escolha imensos projectos em Africa e na India. Escolhi o projecto Child Aid numa pequena vila (Samfya) na Zâmbia…. ADOREI, foi os 6 melhores meses da minha vida.
Depois de finalizar o projeto e o programa (programa de 18 meses Fighting with the Poor), não queria voltar á “fabrica” imposta pela sociedade e queria continuar a ajudar quem necessita e quem não tem recursos ou hipótese de uma vida melhor.
Com a ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) Moçambique, iniciei um projecto pioneiro de Nutrição, com a duração de 3 anos, na Província (Niassa Province) mais pobre de Moçambique, com o principal foco em crianças menores de 2 anos, onde a morte por desnutrição era de 47% em crianças menores de 5 anos. È a maior província de Moçambique, com maior potencial agrícola, mas com menos população. A desnutrição é elevada, não por falta de comida, mas por falta de conhecimento de como preparar a comida para as crianças, a quantidade e diversidade., assim como pelos hábitos alimentares impostos por gerações e gerações e mitos. Foi uma experiencia totalmente diferente, sair de ser voluntário, e passar a ser responsável num dos maiores projectos da ADPP de Moçambique. Vi e vivi coisas que já mais imaginei ver ou viver, como ver crianças com desnutrição crónica, como via “nos filmes” ou BBC assim como passar por experiencias de necessitar de 12 horas para fazer 250 km no meio da selva nas piores condições de estradas e sem rede de telemóvel, onde passa um carro por semana. Os desafios diários fazem com que cada dia seja diferente e com novos desafios. Ver o agradecimento das mães ás quais conseguimos salvar a vida das suas crianças, faz com que nos sentimos realizados e que realmente estamos a deixar a marcar na vida de algum, faz com que valha a pena acordar todos os dias e que os mais difíceis desafios valham a pena. Trabalhamos com mais de 100 mil crianças, mais de 300 mil mulheres participaram nas nossas demostrações de culinária, trabalhamos em 520 escolas, onde demos palestras semanais a mais de 50 mil raparigas e demos suplementos alimentares de combate a anemia. Conseguimos identificar mais de 3 mil crianças com denutrição e encaminhar cerca de 27 mil mulheres gravidas para a consulta de pré natal.

O impacto do projecto foi de ter reduzido a morte por desnutrição em 4% em 3 anos, a cura de crianças desnutridas aumento 8% (passou de 75% para 83%) e as crianças que nascem com baixo peso (menos de 2.5kg) passou de 5.5% para 2.6%. Isto é o que me faz continuar e me realiza como pessoa. A diferença que fazemos na vida destas pessoas e o quantos elas nos agradecem, faz com a mudança radical que fiz no ano de 2012 ter valido a pena.
Neste momento, Maio 2018, estou para iniciar um projecto de prevenção de HIV focado em raparigas dos 10 a 24 anos, e irei ter a responsabilidade de ser Project Lider. Será um projecto não só sobre HIV, mas também de combate ao abandono escolar, realizar workshops para as raparigas terem mais conhecimentos em diferentes áreas assim como ensina-las a ter capacidade de abrir o seu próprio negocio e de fazer poupanças, para não serem tão dependentes do homem.
…. E SIM tu também és capaz de fazer a mudança na vida de alguém assim como na tua própria vida…. Só necessitas de conseguir ter a coragem de o fazer, … PALAVRAS SÃO FACEIS DE DIZER, MAS ACÇOES É O QUE FAZ ACONTECER….

Moçambique, uma visão diferente

Olá a todxs!
Eu sou a Marta, cheguei ao CICD em Agosto de 2016 e na semana passada voltei de Moçambique.
Estou no programa de 18 meses e, em Maio, parti para os 6 meses de projeto deste programa.

Escolhemos o projeto FFK (Food For Knowledge) que trabalha em 4 distritos de Maputo – capital de Moçambique. Se eu tivesse de escolher uma palavra para descrever todos estes meses que passei ali… não conseguiria! Primeiro porque voltar à realidade é algo muito mais difícil do que aquilo que parece, nós preparamo-nos para ir mas, definitivamente que não pensamos que também temos de nos preparar para voltar. É um mix de sentimentos que são extremamente difíceis de se expressar.

Music Club at TTC in Dowa
Music Club at TTC in Dowa
Teachers meeting about progress in the Pre schools
Teachers meeting about progress in the Pre schools

Eu e a minha colega de equipa – Andrea de Espanha – trabalhámos em diferentes coisas durante este período.. mas a maior de todas elas e a que mais me deixa feliz e orgulhosa foi a construção de 3 salas de aula na escola primária da comunidade Xirindza. Conseguimos com força de vontade e suor criar 3 salas de aulas para 152 crianças que, fizesse chuva ou sol, iam para a escola estudar debaixo de uma árvore.

Depois da angariação de fundos que fizemos online e, também a angariação de materiais de construção com pequenas e grandes empresas moçambicanas, conseguimos começar a nossa obra que, a cada dia que passa, crescia. Estivemos presentes no processo de construção desde os primeiros buracos até ao último rolo de tinta!
Tudo o que passámos desde Agosto de 2016 até à data de hoje valeu a pena só por saber que conseguimos fazer algo com aquela comunidade e criar algo, que até então não existia!
Foi uma das melhores experiências da minha vida e dificilmente a esquecerei!